luiz eduardo's profileLuiz Eduardo Caminha, St...PhotosBlogListsMore Tools Help

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    November 28

    Ainda o XIV Encontro de Stammtisch

    Coluna do Caminha


    Idealizador e Responsável pelo site Stammtisch Confrarias e Patotas http://www.stmt.com.br

     

    Membro da Comissão Organizadora dos Encontros de Stammtisch (Strassenfest mit Stammtischtreffen) desde a sua 1ª. Edição em 26/08/2000.

     

     

     

     

     

     


     

    Festa adiada para sábado

     

    Festa de rua é assim, o clima é que manda. Em catorze edições, apenas dois cancelamentos do Encontro de Stammtisch. Não pelo Sábado, mas pela chuva da noite anterior que não permitiu a montagem da festa. A montagem começa pelos voluntários da Comissão Organizadora: o número dos grupos são fixados na sargeta. Seguem seis caravanas de caminhões. A primeira com os “pipimóveis”, que vêm de Florianópolis, em seguida as Cervejarias: primeiro os caminhões com as barracas, depois com as mesas e outra com as cadeiras. Ao fim chopeiras, geladeiras, gelo e bebidas. Pela manhã, entre 6 e 7 horas, é a vez dos grupos, os Stammtische, com suas estruturas próprias de alimentação. Tudo está pronto as 9 horas. Parece pouco?  Nesta edição, cada operação seria repetida 210 vezes. Total: aproximadamente 1530 operações estruturais – entre meia noite e 4 horas - e cerca de outras 420 dos grupos. Mas quando a chuva cai na noite precedente tudo vai por água abaixo. O jeito é cancelar. As regras são claras, todos sabem. Cancelada, a festa vai para o Sábado seguinte. A decisão deve ocorrer até as 23 horas. Isto porque começa outra operação: os grupos são avisados, um a um, via telefone. Resultado: cancelar um Encontro de Stammtisch é ruim para todos. Ninguém imagina estes bastidores. A par disto, toneladas de gelo são jogadas fora. Só a Bebidas Zarling expurgou 20 toneladas. A maioria dos grupos já está com suas iguarias preparadas ou em vias de processamento – há que se consumi-las ou doá-las. Dói em todos. Mas quem consegue mandar no clima? Sábado que vem, dia 25, começa tudo de novo. Desta vez sem chuvas. Esperamos!!!

     

    Ainda o tempo

     

    Perguntaram-me porque não se cancelou antes, já que havia um indicativo de prováveis chuvas? A resposta é simples. Primeiro a confiabilidade nas previsões. Costumam errar feio. Neste caso, nem foi isto. Os institutos nacionais previam chuva. Os locais e regionais, tempo nublado com possível chuva mais no final do período. O que ninguém previa era a chuvarada da noite anterior. E aí, nosso comandante, Norberto Mette, e a organização são obrigados a ficar atentos, minuto a minuto, em agônica espera. Decisão acertada. Mesmo que a festa fosse montada a chuva de Sábado empanaria o evento.

     

    Polêmica

     

    Outra vez a polêmica sobre o local ideal e o dia do Encontro. Como membro da Comissão Organizadora desde a 1ª. festa posso afirmar que não há qualquer decisão tomada sobre este imbróglio. Todas as demandas – às vezes impertinentes – de comerciantes da XV, foram atendidas. A fumaça não existe mais desde a 8ª. edição, com a incorporação do Centro Histórico. De concreto uma pesquisa no Site Stammtisch, Confrarias e Patotas http://www.stmt.com.br revela que 80% preferem a 15. Só 15% votaram a favor da Vila Germânica. Quanto ao dia, 95% preferem o Sábado. Ademais façam como eu fiz. Por três ocasiões compareci à Rua 15 no terceiro e quarto Sábados do mês. A maior concentração de pessoas restringe-se a um grupo de cafezinho na Lanchonete Chinês. A rua fica quase deserta. Mais: há comerciantes, dignos de crédito, que acusam um incremento nas vendas na semana que segue aos Encontros.

     

    Matéria distorcida

     

    Uma matéria veiculada na edição do Jornal de Santa Catarina de 15.11.2006 acabou induzindo a uma distorção: informava que a Comissão Organizadora já estudava a transferência da festa. Mais, na sessão “fala internauta” o jornal apresentou apenas a opinião dos que são contra à festa na 15.  A enquete questionava: “você é favorável às mudanças do Encontro?”, como se já fosse matéria decidida. Prevaleceu a opinião dos eternos descontentes: 30 pessoas responderam: 18 favoráveis à Vila Germânica, 07 à Rua 15 e 3 favoráveis a um outro lugar. Qual o interesse por trás? Não sei, nem consigo explicar! Ou melhor: sei, mas vou deixar que deduzam!

     

    Paradoxo

     

    Mais perplexo fiquei ao ver o resultado de uma enquete que o Santa não deu notícia. O jornal perguntou: Qual o melhor local para a realização do Stammtisch? Pasmem: 60,92% apontam a Rua 15, 30,61%, a Vila Germânica e 5,46% apontam outro local. Qual será a verdade?

     

    Enquanto isso...

     

    Cidades do mundo inteiro evoluem para o desafogamento do Centro via interdição do trânsito de veículos. Alegam qualidade de vida. Algumas são radicais: vide Curitiba. Na Suíça, em Zermatt, o trânsito só é permitido aos carrinhos elétricos grátis para 6 a 8 pessoas. Carros de passeio e ônibus de turismo têm que ficar em Tasch, uma vila antes de Zermatt. Mas trago outra experiência brasileira. Em Gramado, no Natal Luz (copiado de Blumenau e executado com muito mais competência), o trânsito do centro é interditado por 4 horas, TODOS OS DIAS, durante 30 dias – neste ano serão 60 dias. Não é diferente na Páscoa. O trânsito torna-se um caos, filas quilométricas. Tudo por causa do desfile. Lá, entretanto, diferente daqui, o povo aplaude, o comércio exulta, e a imprensa... bem, a imprensa acha maravilhoso. Verbas de anúncios publicitários chovem nos jornais e TVs. Há uma espécie de cumplicidade pelo bem da cidade, que lucra com isto, gera empregos. Descontentes existem, por certo. Uma minoria, como aqui. Mas lá, ninguém lhes atribui importância, ao contrário daqui.

     

    Charme

     

    Na sétima ou oitava edição esteve aqui um fotógrafo de uma revista alemã e uma equipe da Deutsche Welle. Todos eram unânimes: “não perder nunca o inédito da festa: interditar a principal artéria central da cidade para confraternizar, celebrar a vida. É único no mundo”. Pois é!

     

    Blumenau Turística

     

    Parque Ecológico Spitzkopf

     

    Distande 15 km do centro de Blumenau, no sul (bairro GARCIA), possui uma área de 5.000.000 m2 de mata Atlântica virgem, um verdadeiro paraíso silvestre, com nascentes, cascatas e piscina natural. Diversas trilhas permitem percorrê-lo à pé como a que leva ao ponto mais alto do parque, a 936 m de altitude. Possui instalações para pernoitar dentro do parque. A tradução de "Spitzkopf" é "Cabeça Pontiaguda". Infra-estrutura: Pousada no local. Do alto do Spitzkopf, em dias claros avista-se o litoral.

     

    No pódium

     

    O empresário Chico Fiedler, proprietário da atração mais visitada de Gramado: Sua exposição de carros antigos, que poderia estar em Blumenau e só não está porque faltou interesse político da cidade e por causa dos contras, aqui uma instituição que parte da imprensa vive a dar trelas.

     

    Na guilhotina

     

    Os contra tudo!!!

     

    Resgate Histórico

     

     

     

     

     

     

    Grupo de Bolão da “Schützengesellschaftverein Blumenau” (hoje Tabajara Tênis Clube) - Os Stammtische em Blumenau adquiriram uma característica própria, hoje comum na Alemanha: associar a seus encontros uma atividade social (bolão, skat, bocha, futebol, etc)

     

     

     

     

    Fonte: arquivo histórico José Ferreira da Silva

    Colaboração: Suely V. Petry

    November 16

    XIV ENCONTRO DE STAMMTISCH

    COLUNA DO CAMINHA

    (Especial: Stammtisch)

     Festa pra ficar

     Dia 18 próximo, Sábado, Blumenau reúne, uma vez mais, em Plena Rua 15 de Novembro cerca de 6 mil integrantes dos Stammtische e outras 10 mil pessoas que vêem curtir a segunda maior festa de nossa cidade: O Encontro de Stammtische. Encarada de forma simplista, a tradição dos Stammtische, já parece ser uma coisa comum. Mas não era assim antes do ano 2.000. Foi com o Programa Stammtisch, uma sugestão do Norberto Mette e que, com muito orgulho, produzimos e apresentamos na TV Galega desde Abril de 2.000, que todo o resgate ou a re-invenção desta tradição começou. Não fosse este marco inicial e o Encontro destas confrarias, uma idéia do Horácio, programada inicialmente para o Pavilhão A da Proeb, poderia ainda estar repousando na prateleira das idéias não executadas. Foi com o sucesso obtido pelo Programa junto aos nossos grupos de “happy hour”, as nossas patotas de futebol, os grupos de amigos de bocha, bolão, etc que iniciamos uma pedagogia provando que o seu espírito, o seu jeito de ser, nada mais era do que a semente dos Stammtische, aqui plantada nos fins do século XIX. Foi graças a isto que, em 02 de Agosto de 2.000, o Programa e o Instituto Blumenau 150 anos se uniram para viabilizar um encontro que já estava por ser cancelado (apenas cinco grupos constavam como participantes). No dia 26 de Agosto, quando se iniciavam os festejos de 150 anos da cidade, 17 grupos compareceram a 15. Hoje são mais de 200 grupos. A festa está consolidada e a tradição definitivamente resgatada. Ein Prosit!

     Resgate ou reinvenção?

     Encarado como resgate cultural ou como re-invenção de uma tradição adaptada às exigências do mundo moderno, o fato é que conseguimos fazer ressurgir um nome que havia, como tantos, sucumbido ao nacionalismo xenófobo da era pré- Vargas, corroborado que foi por este. À frente do Programa Stammtisch, este colunista “teutomanézinho”, junto com o Instituto Blumenau 150 anos (Norberto Mette), o Blumenau Convention & Visitors Bureau (Célio Kienolt), o Sindilojas (Márcio Rodrigues), sob a batuta de Ricardo Stoedick, acreditamos na idéia do Encontro destas confrarias viabilizando-o. Foi assim que tudo começou. Sem tirar nem por. Mas, não resta dúvida, se não fosse o Programa Stammtisch, puxando este rastro, se não fossem os grupos, que vestiram a camisa da tradição, certamente eu não estaria escrevendo sobre este assunto e a festa sequer estaria acontecendo.

     Lá como cá

     Na Alemanha, onde os Stammtische são uma verdadeira instituição, as festas de rua (Strassenfest) continuam acontecendo. Aqui, nesta colônia germânica, inventamos uma Strassenfest diferente, única no mundo, onde não apenas a família vem confraternizar, mas, sobretudo, os Stammtische vem reeditar, em plena artéria principal da cidade, a sua “reunião”.

     Potencial turístico

     Tornar o Encontro um atrativo turístico é, agora, o grande desafio. A festa já é copiada por mais de 40 municípios catarinenses.  Se vale minha sugestão, uma idéia seria promover na semana do Encontro uma Feira/Festival de Gastronomia ou até uma Festa Brasileira das Tradições, tendo e Encontro em seu calendário de atrativos. Mas, como idéias são idéias, deixo esta parte para o Mette, que não tem medido esforços para recuperar a imagem turística da cidade.

     Stammtischgeist

     Lembro da 1ª. festa quando apenas um grupo, o Stammtisch Blumenau, orgulhava-se de ostentar este nome em sua barraca. Aos poucos – no início timidamente – o nome foi ressurgindo e hoje tornou-se uma das palavras de origem germânica absorvidas por nossa gente. Mas, o espírito dos Stammtische, o seu jeito de ser – o Stammtischgeist - único no mundo, já fazia parte de nossas patotas. Ali se celebra a amizade, a vida e os laços são muito mais fortes do que nos similares brasileiros. O Stammtischgeist abrange o compromisso de uma verdadeira Confraria aonde todos se fazem irmãos.

     Nós e Santos Dumont

     A idéia de voar remonta aos confins da humanidade. Um brasileirinho, Santos Dumont, a viabilizou. Certamente não imaginava que gigantes, com mais de 800 pessoas a bordo, estariam 100 anos depois, reeditando seu histórico vôo do 14-Bis. A idéia do Encontro tem 12 anos. Em 1993/4 o Horácio já falava a respeito. Em 2.000 conseguimos viabilizá-la com 17 grupos, 433 participantes. Como Santos Dumont, nem nós, nem o Horácio, imaginávamos chegar a tanto. E nem foi preciso esperar 100 anos. Bastaram 6.