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4月30日 História da Cerveja em BlumenauHISTÓRIA DA CERVEJA EM BLUMENAU Por Luiz Eduardo Caminha
Em 1859, com a população de 943 habitantes Blumenau produzia 17.400 medidas de Cachaça. Tanta que a bebida aparecia entre os produtos que eram “exportados” da Colônia para outros lugares. Neste mesmo ano a Cervejaria existente produzia cerveja que era toda consumida pela população local.
Em 02 de Setembro de 1859 era fundada a “Schützengesellschaftverein Blumenau” (hoje Tabajara Tênis Clube), o primeiro Schützenverein de Blumenau. Eram em número de 100 os seus sócios e, em seu interior, consumia-se a Cerveja, a Cachaça, além de vinhos provenientes da Europa, notadamente o Vinho do Porto. Nesta época, a cerveja era produzida de forma rudimentar e artesanal até que em 1860 pelas mãos de Heinrich Hosang, quando Blumenau tinha apenas 960 habitantes , surgiu a Primeira Cervejaria de porte industrial.
Em 1875 surgiu a Richbieter Brauerei produzindo cerveja clara (Bavária) e escura (Schwartzbier). Na Itoupava Seca funcionava a Cervejaria de Otto Jennrich, ponto de reuniões alegres e muita cantoria durante noites e mais noites bem regadas por garrafas de Polar, Estrela e Kulmbach.
Em 10 de janeiro de 1883 encerrava-se a vida da Colônia Imperial de Blumenau, com instalação oficial do Município de Blumenau.
Desta época, é importante observar o levantamento estatístico da Colônia que contava com 16.380 pessoas, dos quais 11.108 alemães e seus descendentes, 1.895 tiroleses, 1.023 italianos, 393 austríacos, 118 suíços, 276 de outros países. Os luso-brasileiros somavam 1.567, cerca de 9% do total de habitantes.
Alguns outros dados são importantes referenciais deste censo. Havia, por aqui, 10 padarias, o que já demonstrava a vocação inequívoca para os pães, doces e tortas, 32 casas comerciais, 12 hotéis e casas de pasto (restaurantes), 36 botequins, 8 cervejarias e 4 fábricas de vinho e vinagre.
Vale dizer: local era o que não faltava para uma Cerveja ou uma cachacinha.
Aliás, o hábito de tomar cerveja já era tão arraigado nestas terras que este mesmo levantamento econômico, da recente extinta Colônia, mostrava na sua pauta de exportação: milho, feijão, arroz, farinha de mandioca, aguardente, vinhos de frutas, açúcar, farinha de araruta, tabaco, manteiga, carne de porco e banha, mel de abelhas, cera, ovos e aves, madeiras em tábuas e pranchões e couro.
Com 8 fábricas de cerveja, população de apenas 16.380 habitantes (uma cervejaria para cada 2 mil habitantes) o precioso líquido era todo, mas todinho, consumido aqui. Não sobrava uma gota, um frasquinho sequer, um mínimo vestígio que servisse para engrossar a pauta de produtos exportáveis da Colônia Blumenau.
A história das Cervejarias de Blumenau acabou pela década de 1960/70, com a impossibilidade de concorrer com as grandes marcas nacionais. Em 1985 a Cervejaria Continental, subsidiária da Brahma, bem que tentou produzir cerveja na Praça Hercílio Luz, no recém inaugurado Biergarten. A experiência foi frustrante, até que cansado em ter que responder aos amigos de São Paulo que a cerveja consumida aqui em Blumenau era a mesma que eles consumiam em sua cidade, ou seja, as grandes marcas nacionais, o jovem Juliano Mendes botou na cabeça que era preciso uma cerveja própria, produzida em Blumenau. Desta fixação, nasceu a Eisenbahn. 评论 (5)
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